9/14/2006

O CASTIGO VEM A CAVALO

Questionado no Fórum do Portal Esportivo pelo confrade Edmilson Gouveia, quando da derrota do E.C. Vitória frente à Equipe da Tuna Luso, qual o motivo do fracasso do Vitória? E em observando agora esse novo insucesso, dessa vez em casa, no Barradão, diante de sua torcida, quando o Vitória empatou em 1 a 1 com a Equipe do Treze de Campina Grande, estendo aqui na Confraria os comentários que fiz naquele Fórum por ocasião. Comentários estes que já havia emitido muito antes da bola rolar, na Série C, inclusive também durante o Campeonato Baiano. É só verificar os alfarrabios daqui mesmo na Confraria do Esporte.

A questão proposta inicialmente referia-se a não aceitação de alguns de que o fracasso do Vitória naquele jogo do Pará tenha sido por conta exclusiva da arbitragem. Já se supunha aí um “encobertamento” da fragilidade do Vitória quanto Equipe compatível para uma competição desse nível.

Acredito que não haja exatamente um motivo ou culpa como normalmente se atribui por ocasião dos fracassos. São vários os fatores. Na Série C, independente da grandeza do Clube em relação aos adversários, existe um nivelamento natural muito grande, às vezes por conta do excesso de força empregado nas partidas, isso por si e mais as condições dos campos de jogo, quase sempre muito ruins, mais a má qualidade da arbitragem culmina quase sempre com o favorecimento para o nivelamento dos times, em assim sendo, os Clubes de massa (Bahia, Vitória) sofre mais pressão do que os outros que são francos atiradores. É comum ouvir declarações de jogadores dizendo ser aquela a oportunidade da vida dele, daí a superação frente aos profissionais de mercado.

Ademais, o E.C. Vitória, referenciou-se muito no Campeonato baiano, quando focou o trabalho no possível provável pentacampeonato baiano, que não veio por conta do fracasso frente ao Colo-Colo. Acrescente a isso o seu Diretor de Futebol, trabalhar quase sempre com o retrovisor no Bahia. Se deu mal... No Campeonato Baiano, o Bahia, experimentava (fazia laboratório) jogadores com a falsa ilusão de encontrar atletas bons e baratos.

Todos esses erros sucessivos e ainda mais alimentados pela Imprensa que entendia e anunciava o Vitória como time pronto pra Série C, muito mais para afrontar e pressionar o Bahia em constante litígio com a imprensa, do que como fato verdadeiro. Sinval mordeu a isca quando, lembro muito bem, do tão propalado termo "bola nas costas" criado por Silvio Mendes, da Rádio Sociedade e que outras emissoras de rádio também alimentava, termo esse atribuído a suposto sucessos de contratações do Vitória de jogadores possivelmente do interesse do Bahia, foram por exemplo, Mendes, Apodí, Narciso, Sandro do Colo Colo e até o Técnico Ferreira que estava no compasso de definição após a saída de Mauro Fernandes e por último Preto, sem falar das tentativas sem sucessos no caso de Pereira, Josemar e bem recentemente também tentou atravessar as negociações com o jogador Rodriguinho. Sinval Vieira seguindo nessa prática marketeira, como bom discípulo do seu ex-presidente Paulo Carneiro, deu no que deu, um time a rigor “limitadíssimo”, que já poderia ter saído desde a 1ª Fase, quando no sufoco do último jogo teve que vencer e ainda depender de outros resultados. Na 2ª Fase, novamente teve que vencer duas partidas perigosíssima fora do Barradão sob risco de ficar novamente de fora. Agora nesta 3ª Fase novamente o mesmo sufoco se apresenta, seguindo a mesma trajetória das fases anteriores, que embora tenha se classificado sempre como 1º de sua Chave, mas sempre correndo atrás do prejuízo, só atropelando no final sob muita pressão, quando ninguém mais acreditava. Quiçá dessa vez consiga novamente.

Agora, falando um pouco do Bahia, minha especialidade preferida, se o Mauro Fernandes permanece também já tínhamos dançado. Não que Charles Fabian seja o melhor Técnico do mundo, mas fez dessa oportunidade a sua tábua de salvação, apegou-se a ela de unhas e dentes, passou isso pros jogadores, que embora com salários sempre atrasados se agruparam, em torno do mesmo objetivo, sabe eles que se fracassarem o mercado se fecha ainda mais, e eles, os jogadores, terminarão prejudicando-se definitivamente, eis a diferença.

Charles embora seja jovem, aprendeu na escola do velho Evaristo, foi barrado muitas vezes pelo Mestre até que aprendeu a lição, se impôs a um grupo formado por outro Técnico que não ele e pra isso é preciso conhecer bem do “mitier”.

Que fique a lição pra próxima oportunidade em 2007, pois esta parece muito difícil pro Vitória, time grande quando nessas situações, tem que fazer laboratório sim, contratar carretas de jogadores sim, até encontrar o Time ideal ou quase ideal, como fez o Grêmio, o Fluminense do Rio, o Palmeiras e até o Santa Cruz de Recife, seleciona-los pelo perfil e identificação com a competição e principalmente acabar com essa velha ilusão de tentar enfraquecer o (adversário) co-irmão, criando situações desconfortáveis entre Diretorias, sempre que isso acontece o castigo vem a cavalo. É preciso mais profissionalismo e nisso tanto Bahia quanto Vitória deixa muito a desejar. O Vitória mudou a Diretoria, mais a prática ainda é o modelo Paulo Carneiro, menos eficiente.
Rui Carvalho
Lauro de Freitas
ruicarvalho@atarde.com.br

8/27/2006

"Cada um que cuide de si"

Diz a sabedoria popular que quem planta vento colhe tempestade. Vou pagar pra ver um sistema presidencialista sustentar-se sem maioria no Congresso, estando eles, deputados e senadores, ressabiados pelos escândalos próximos passados. Agora, até o velho retrovisor utilizado que servia de parâmetro, vai estar obstruído. Ninguém de sã consciência vai querer socializar-se ao prejuízo que a falta de decoro fomentou nestes últimos quatro anos, “quem pariu Mateus que balance” diz o adágio, nesta nova etapa podemos estar passando - da fase da caça aos corrompidos, para a fase da caça aos corruptores - afinal, um não sobrevive sem o outro. A palavra impeachment já soa bem antes do esperado. Sem uma composição sólida o Presidente Lula vai enfrentar uma crise atrás da outra. Não é a toa que a “estrela” está se escasseando e o vermelho vem sendo embaçado gradualmente, afinal Lula sabe que ainda será cobrado a dar respostas não dadas até aqui. A não ser que aposte mesmo na impunidade e muito mais ainda no esquecimento, já que nosso povo está se especializando na dura missão de “cada um que cuide de si”, como fizeram alguns. Os fenômenos populistas sempre foram desastrosos de alguma forma, e parece, que desta vez não vai ser diferente, novamente por aqui.

Rui Carvalho
Lauro de Freitas
ruicarvalho@atarde.com.br

8/19/2006

MAUS TRATOS SUDESBIANO

Agora que a frustação por um bom desempenho do Bahia já passou, quero abordar um tema que considero dos mais críticos no momento - o estádio da Fonte Nova. É verdade que estamos na Terceirona e, por conta disso, as pessoas nivelam por baixo o seu próprio senso de exigências de qualidade. Foram mais de dois meses de recesso no futebol por aqui, mesmo assim não foi suficiente para, no minimo, lavarem o estádio. Na sua parte inferior, mais precisamente onde se localiza a torcida do Tricolor, embaixo das cabines de Rádio e TV, tinha tanta sujeira que dava pra pegar de pá. Uma vergonha. Estamos às vesperas de uma eleição, inclusive para Governador, e nem assim, como constuma ser, foram adotadas providências para permitir algum conforto ao torcedor baiano.A diretoria do ECBahia é uma diretoria amordaçada pelo sistema, ainda mais com a proximidade das eleições. O que poderia servir de arma para um mínimo de cobrança e respeito dos governantes por uma "nação" tão poderosa, não pode ser utilizado. Eles calam para não ofender o Comandante mor.É certo que nós torcedores do Bahia, respeitamos e consideramos o nosso eterno Presidente Paulo Maracajá, que foi talvez o último que nos deu alguma glória, mas convenhamos, para o presente momento, mesmo sua esmerada contribuição torna-se um antolho, amordaça o clube e as mínimas reivindicações nem são aconselhadas.Enquanto assistimos a bancarrôta da Terceirona, fica nossa Imprensa a alardear e convencer nós outros, torcedores fiéis que isso tudo é por conta da 3ª Divisão. Nada disso não. É falta de vergonha mesmo, inclusive de nós, eleitores, aliás torcedores.
Rui Carvalho

8/12/2006

HISTORINHA DE ÉTICA, SEGUNDO LULA.

Com 57% das intenções de votos segundo as pesquisas, o Presidente Lula da Silva, já parte para o deboche, é isso aí, a ética vulgarizou-se e Lula Presidente, agora também candidato, encontrou saídas, como sempre acontece.

Para Lula a ética na política que segundo Max Weber, seria opor-se ao mal, antes que o mal se estabeleça, agora na sua vez a ética é uma só, de preferência a ética acósmica, ou seja, deixar pra lá, dar a outra face. Para se defender dos adversários, Lula chama corrupção (mensalão) de “historinha de ética”. Taí, este termo eu nunca li nem ouvi, é a primeira vez. Puro deboche.

Pelo andar da carruagem, nunca foi tão fácil ganhar uma eleição, o candidato mais à frente sequer precisa de “plano de governo”, dessa vez nem se comprometer com promessas ele precisa, basta tão somente se defender bem das acusações de corrupção, tema já banalizado e absorvido pelos simples mortais que querem tão somente “barriga cheia”. Uma vergonha, plagiando Boris Casoy.

Rui Carvalho
Lauro de Freitas
ruicarvalho@atarde.com.br

A ÉTICA NA POLÍTICA NÃO É ACOSMICA, NÃO!

Um dos problemas mais em foco, e talvez até de maneira equivocada, é a ética na política, por vezes essa questão é abordada como uma cobrança observando-se apenas os princípios religiosos, focamos, pois, aqui, um comparativo para que se possam deduzir a sua viabilidade antes de passarmos à crítica a qualquer custo.

A relação ética x política será possível? Ou não tem relação entre essas duas esferas? Ou o certo é afirmar que a mesma ética é válida para a ação política ou para outra ação qualquer. Vamos estabelecer um comparativo para servir de reflexão: A ética acósmica do amor nos diz: não resista ao mal pela força. A ética na política diria o contrário, segundo Max Weber, deve-se opor ao mal pela força, ou serás responsável pelo triunfo que o mal alcançará.

Em qualquer linguagem política refere-se ao exercício do poder, que só pode ser visto, sentido ou mesmo avaliado ao exercê-lo. Os americanos dizem que “O poder é a capacidade de avaliar pessoas”. Podemos dizer que política é o processo de tomar decisão, quem decide é porque manda, e só se consegue obediência por aquiescência, apoio ou submissão. No caso brasileiro infelizmente, também por “mensalão”.

A julgar pelas pesquisas, alguns, absorveram a imoralidade federal, não estão nem aí pra corrupção, como diz o personagem babaluf da Rede Globo. Quem ainda se manifesta contrario, é considerado ingênuo ou “burro”. Quem me conhece sabe que não sou “burro” então carinhosamente, ainda bem, me atribuem a ingenuidade, principalmente por conta de no passado ter sido militante da causa do trabalhador no poder. Eu acreditava na tão propalada lisura. Acreditem se quiser, mas cheguei até a usar barba, pode! Inclusive constrange-me um pouco ter que falar sobre isto, mas faz-se necessário, já que este artigo tem por objetivo esclarecer principalmente o eleitorado laurofreitenses, informando numa visão moderna comportamental que viabilize resultados éticos ao final de processo eletivo, seja qual for, pra Prefeito e Vereadores de nossa cidade, ou até e principalmente para Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados. Lauro de Freitas, sabemos, tem deficiências políticas ainda arraigado no que tange ao cidadão comum, por conta de um passado opressor institucionalizado. Essa assertiva é resultante ainda do período da ditadura militar, por ter sido considerada área de Segurança Nacional e por algum tempo não teve seu Prefeito eleito pelo voto popular. Essa deficiência ainda é muito evidente, mas, já não cabe mais as desculpas e esquivas, pois já se vão vários mandatos de quatro anos com prefeito votado pelo povo. Algumas vezes fomos felizes nessa escolha noutras nem tanto e atualmente um desastre total, a cidade é um caos política e administrativamente, muito embora o evidente apoio do Governo Federal às Prefeituras governadas pelo PT, mas a incompetência é tanta que nem assim a turma de Moema Gramacho deixa fluir benefícios palpáveis.

É preciso entender definitivamente, governo e povo, que não é mais possível que pela opressão, ameaças de desemprego, e principalmente perseguições políticas para inviabilizar a vida profissional das pessoas, pois essa é a mais vil das atitudes tomadas por quem detém o poder, como por exemplo, reter e atrasar alvarás. Que se queira manter-se no poder, é um direto, mas a qualquer custo, não, é imoral.

Mas... Para não dizer que não falei das flores, plagiando Geraldo Vandré, Como não podia deixar de ser, os festejos em comemoração ao aniversário de emancipação política de Lauro de Freitas, passa necessariamente e tradicionalmente pela missa na Igreja da Matriz, fato religioso dos mais concorridos, o que não dizer então, quando as comemorações ocorrem em anos eleitorais.

É pena que pela primeira vez o altar mor tenha sido utilizado para prestação de contas de verbas liberadas do governo federal para o município, isso justamente em ano eletivo. Não pegou bem e houve constrangimento, afinal, ficou evidente o favorecimento político no ato, certamente o Pároco local, jamais imaginou o teor da fala solicitada pela Prefeita naquela festa ecumênica.

A belíssima Igreja da Matriz fica deveras muito concorrida nessas ocasiões, nesse particular os políticos são bem positivos, não discriminam nenhum templo, a todos freqüentam, especialmente quando fatos sociais relevantes lá acontecem, sejam eles Católicos, Evangélicos, Espíritas, Umbandistas e ou até Ateus.

Dessa feita não ficou por menos, apesar de que, comparando-se com outras ocasiões, e eventos da mesma natureza, como fora a mais recente, Missa do Padroeiro Senhor Santo Amaro ocorrida em 15 de janeiro próximo passado, notamos uma certa tentativa de esvaziamento político.
Também os eventos populares foram reduzidos substancialmente já que muitos dos grupos culturais deixaram de participar por opor-se a administração atual, de qualquer forma, alguns deles registraram suas presenças mesmo sob protestos. Sentimos uma grata satisfação em citar pessoas dos naipes dessas figuras populares que fazem de Lauro de Freitas um celeiro cultural heterogêneo e rico em criatividade.

Na foto abaixo o Grupo Bambolê do nosso amigo e vizinho Artêmio, que por puro amor a arte cultural, busca sua participação em todos os eventos desta cidade sem que para isso tenha tido recompensas financeiras substanciais.

Ai daquele político que venha desprezar as potencialidades políticas de todos esses grupos voluntariosos locais. Sobrevivem, às suas próprias custas e sacrifícios, são formadores de opinião, definidores de contextos políticos. E pelo que se observa, o simples apoio com doações físicas e financeiras para manter a evidência do grupo, já não é mais garantia de votos tribais. Viva! Nota-se entre eles muita independência e não se sentem devedores dos benefícios oriundos dos poderes públicos, pois já se conscientizaram que são merecedores de muito mais do que recebem por direito.



DE OLHO NA VEREADORA

O PRP, em reformulação, está insatisfeito e inconformado, com a performance de sua representante na Câmara Municipal de Lauro de Freitas, principalmente por suas idas e vindas na formação da bancada oposicionista,
A mesma não tem se dirigido ao Partido para qualquer tipo de satisfação e nem mesmo a velha amizade está mantida.
A Vereadora Maria da Gloria, foi eleita pela legenda do PRP, com um mil cento e quatro votos, agora sequer tem procurado o Partido ou mesmo seus confrades que conjuntamente arregimentaram os votos suficientes para elegê-la. Foram quase seis mil votos que a legenda arregimentou para ter direito a uma Cadeira na Câmara. A Vereadora, não vinculou o Partido ao seu mandato, sequer inclusive o ressarciu dos investimentos administrativos que demandou a sua candidatura, conforme aconselha o Regimento Interno da Instituição.
Comenta-se a boca pequena que o Partido aguarda o seu pedido de desfiliação, evitando-se assim maiores constrangimentos.



Em tempo, conclamamos a Câmara de Vereadores, verificar comparativos financeiros sobre as despesas da limpeza pública urbana, em relação a anos anteriores
Comenta-se naquela Secretaria que os custos elevaram-se substancialmente, pelo menos três vezes mais.
Requeiram uma auditoria, já!

8/10/2006

O CÓDIGO DA VINCI

O Código Da Vinci, é apenas e tão somente um romance policial, agora, transformado em filme, de fato muito instigador, talvez revelador. O romance relata sobre a corrida em busca do segredo sobre o Santo Grall. É um mistério a muito sondado, especulado e que tem despertado e continuará a despertar grande interesse à humanidade, aos historiadores e estoriadores. A corrida só existe por conta do mistério que o tema cerca e como é tratado pela igreja, que deve deter o conhecimento mais aproximado dos fatos já que retém escritos não revelados aos simples mortais.

A igreja Católica, tem a anos se cercado de alguns mistérios e isso leva a especulação de fatos históricos que muito contribuiria com a humanidade se esses conhecimento fosse acessado a todos, principalmente por se tratar da figura do homem maravilhoso que é Jesus.

Nada vai mudar o conceito que temos de Jesus, seja qual for o fato que venha a tona, nada vai difamá-lo, pois Jesús É um símbolo de paz, de harmonia, de equilíbrio, para a humanidade e não será a possibilidade de que ele tenha tido esposa (Maria Madalena) e filha (Sara), conforme sugere o livro, que vai denegri-lo. Contudo entendo que o tal romance policial, como foi apresentado, embora fantasioso, parece-nos bem próximo da verdade, já que a verdade absoluta sobre a história de há 2000 anos atrás, jamais será totalmente explicitada pois o próprio concílio que agregou o Cristianismo à Igreja dominante naquele período, cuidou de jogar uma pá de terra sobre a passagem encarnada do Mestre Jesús sobre a terra. Outros fatos históricos, estão vindo à tona. O mais recente é o Evangelho apócrifo de Judas.

Rui Carvalho
Lauro de Freitas
ruicarvalho@atarde.com.br

FARINHA DO MESMO SACO


Marcos Valério, o tal do mensalão, se negou a falar na PF e seu Advogado criticou o Procurador-geral da República. É por essa e outras coisas, que populares já se manifestam nos bares, nas barbearias e nas esquinas, a favor do retorno dos militares ao poder, o que é um absurdo entendo eu, mas convenhamos que assim também já está demais. Os valores estão a cada dia que passa mais invertidos e o pior de tudo é que nossos jovens estão sendo formados sob o crivo dessa frágil formação moral. Anuncia-se que o Governo gasta vinte e dois milhões para encarcerar duzentos presos, que da cadeia comandam matanças, promovem a desordem pública e ainda assim se mobiliza todo um conjunto de organizações sociais para defendê-los. A Policia em confronto, mata treze pessoas portando armamento pesado e a preocupação estampada nos jornais do dia seguinte é se houve ou não excessos cometidos durante a ação, como se portar armas de fogo e especialmente de grande porte, por si só já não fosse elemento motivador do confronto. Anuncia-se também que esse mesmo Governo, à revelia da Lei, baixa decretos contrários às instruções do Poder Judiciário, em afronta explícita, desmoralizando-o perante a população, se atribuído poderes absolutos e onipotentes características de Ditaduras.

É uma vergonha saber que a Policia Federal, se sujeita ao silencio de um criminoso como Marcos Valério. Quando leio isso num jornal só tenho um pensamento a PF é conivente ou está sendo controlada por forças políticas poderosas. Não sou especialista em Leis mas sei perfeitamente que a existência de um Processo Judicial não isenta o meliante a responder por outro inquérito, mesmo que seja sobre o mesmo teor. Valério é sim criminoso dezenas de vezes e tem que responder quantas vezes forem necessárias por seus crimes cometidos contra o erário público. Mas deve responder preso. O homem faminto, da favela, quando comete delito, sofre as agruras da Lei, inclusive muitas vezes com excessos, sem que essas mesmas instituições, ditas de Direitos Humanos, busquem averiguar nada.

É tudo farinha do mesmo saco, só que atualmente o saco é da pior qualidade possível e está podre.

Rui Carvalho
Lauro de Freitas
ruimoreiradecarvalho@yahoo.com.br

8/09/2006

A FONTE, ELEFANTE BRANCO

A verdade nua e crua é que, nós baianos, estamos todos afetados pela tragédia da terceira divisão. Até o Ministério Público resolveu se pronunciar, ainda bem, antes tarde do que nunca, quem sabe se a partir daí não teremos um local mais digno para os jogos de futebol. Mas não nos apoquetemos não, logo, logo, aparece um Advogado e encontra os meios legais de cumprir as exigências sem efetivamente realizá-las. Lembram! Foi assim quando do lançamento do Estatuto do Torcedor, todos imaginávamos poltronas confortáveis nas arquibancadas da Fonte Nova, veio tão somente números indicativos de lugar impresso no cimento. Exigir isso é ainda mais absurdo do que a própria lei que a criou.Recentemente quando as emissoras de rádio, em suas resenhas esportivas, detonaram a noticia sobre a possibilidade de fechamento da Fonte Nova, essa pérola, provocou até enquête e tudo o mais, para se saber onde a torcida do tricolor baiano gostaria de ver os jogos do Bahia. Davam como certa a impossibilidade de alguma intervenção do Governo Estadual - SUDESB - por conta de ano eleitoral não possibilitar intervenções em obediência à Legislação Eleitoral. Nada a ver.Por isso tudo e pelo péssimo futebol apresentado mesmo nessa competição, quando não conseguimos deslanchar com segurança, muito embora tenhamos nos classificados em 1º das Chaves dos nossos grupos, nessa 1ª Fase, não temos ainda a confiança absoluta de que alcançaremos a segundona já nesse primeiro ano de Série C.A possibilidade de permanência na Série C dos nossos "maiores" é quase certa, pelo menos de um deles, haja vista, o Vitória só confirmar sua passagem no último jogo contra o Pirambú sergipano, quando notamos já alí, um desepero generalizado de toda a bahia esportiva. Aliás, a terceirona pode começar a partir de 2008, a ser já, algo muito desejado pela dupla BAVI.Certo mesmo é que todos temos uma parcela de culpa, sobre esses desmandos todos. Pior mesmo é que já já a capital baiana terá um "elefante branco" em pleno centro da cidade de Salvador - a Fonte Nova - servirá para dormitórios de mendigos, pontos de drogas, ou será tranformado, apenas e tão somente, um espaço pra shows de axé music, menos mal.Uma coisa é certa: Só enxovalharmos as Diretorias de Bahia e do Vitória não vai resolver o problema, como também, enxotar-lhes abruptamente qual idéias do tipo nacionalistas, muito comum na América Latina, mais ou menos do tipo, Fora Maracajá, deixem o meu baêêêa, nada disso adianta.Temos que fazer algo, o que exatamente é o mais dificil de se apontar. Tem sim, é claro, muitas ações que conjuntamente pode a médio e longo prazo surtir efeitos. Recentemente recebí e-mail do Sr Luiz Botelho, com idéias interessantes sobre o resgate da força do Norte Nordeste, viabilizando campeonatos específicos na região, fugindo um pouco do confronto direto com o sul-sudeste diferenciados economicamente de nossa realidade. Achei um ponto de vista muito interesante e viável, resta-nos encamparmos estudos mais aprofundados e esforços políticos nesse sentido.Tenho uma convicção. Não existe saída a curto prazo. A médio e longo prazo ninguém aceita, eis a questão.
Rui Carvalho
Lauro de Freitas - Bahia - Brasil